Há muito tempo que se fala que a Xiaomi teria competências para se tornar mais uma das grandes companhias de telefones móveis, mas falta ainda tornar-se “internacional”. É sabido que já têm muitas incursões na Índia e também na América latina, mas por enquanto segue sem ter canais próprios de distribuição. Algumas vezes foi chamada de “o futuro líder do mercado de smartphones”, o que é certo é que a Xiaomi está a levar esta tarefa de ser um dos maiores um pouco (demasiado) lentamente..

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Hugo Barra desde há muito tempo que quer expandir e alargar os horizontes da companhia, chegou agora a hora de imitar alguns comportamentos dos actuais gigantes. Observando o mercado actual de smartphones vemos que a frente está formada por Samsung, Apple e Huawei. Estes três partilham algo fundamental, além das suas excelentes vendas, estes gigantes desenham os seus próprios processadores. A Xiaomi quer agora converter-se num quarto jogador desta liga, segundo a Reuters.

Na frente temos a Samsung, que usa indistintamente processadores próprios. Os seus equipamentos levam cérebros Exynos e há ainda espaço para os Snapdragon da Qualcomm. A seguir vem a Apple que desenha os seus próprios chips e cede a fabricação a terceiros, como TSMC ou a própria Samsung, mas esta última está a ponto de ficar de fora do A10, o procesador do futuro iPhone 7. Em terceiro temos a Huawei que também fabrica os seus Kirin que cada vez mais começam a ser usados.

Como diz a Reuters, a Xiaomi tem planos de fabricar os próprios processadores já desde 2014 quando entrou em contacto com a Leadcore Technology Ltd através de una empresa subsidiaria e aparentemente controlada pela própria Xiaomi, Beijing Pinecore Electronics. Esta empresa seria uma das candidatas a fabricar os processadores que a Xiaomi quer meter em circulação já na segunda metade de 2016.

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A MediaTek por sua parte, estaria pressionando para não perder as vendas que agora mesmo equipa a gama baixa da Xiaomi já que o fabricante colocou aproximadamente 20 milhões de chips MediaTek em 2015.

Não esquecendo que a Xiaomi tem uma das capas mais agressivas do mercado andróid, a MIUI, com processadores próprios teria certamente melhores desempenhos e gestão dos demais componentes. 

Vamos então aguardar que esta notícia se venha a concretizar já para o final deste ano..