Cada vez mais jovens têm um telefone inteligente: hoje em dia não é nada raro ver alunos da primaria com um smartphone nas mãos, inclusivamente crianças que ainda nem idade têm para entrar na escola. Os smartphones e tablets fazem já parte da vida dos pequenos e a maior parte das vezes são eles mesmo que pedem para ter um, ainda que seja uma decisão dos pais em lhes conceder este desejo.

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Tudo isto gera uma pergunta interessante, um debate que está muito longe de terminar. Um telefone pode ter uma grande utilidade nalgumas mãos, mas também pode ser uma bomba relógio em mãos diferentes. Então qual a idade ideal para que os mais pequenos tenham então um equipamento próprio?

Uma geração conectada com as novas tecnologias

Esta é uma geração muito precoce com as novas tecnologias, mas existe uma explicação: a massificação das novas tecnologias. As casas das crianças estão “cheias” de tecnologia (“luxos” como um computador ou um tablet são agora comuns em quase todas as habitações), vêm os pais usar, os irmãos mais velhos e muitas vezes também eles as utilizam.

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Muitas bibliotecas hoje em dia parecem ciber-cafés, e inclusivamente existem aulas que que já combinam o uso de tablets ou computadores com o papel.

Estão expostos às novas tecnologias desde tão pequenos que assimilam tudo muito mais rápido, em comparação a um adulto que teve que se adaptar com o tempo. Querer um smartphone o quanto antes converteu-se em algo normal para eles, expostos a essa tecnologia desde que têm memoria.

O passo dos telefones aos smartphones.

Alem da própria evolução da tecnologia é importante salientar: antes os telefones apenas serviam para fazer chamadas, enviar mensagens e jogar ao “Snake”. Os pais entregavam um telefone aos pequenos por segurança, para casos de emergência, falar com eles rapidamente etc. Ou mesmo para saber por onde andavam quando fora de casa..

Mas então qual a idade ideal para o primeiro Android ou outro?

Actualmente, mais 30% das crianças de 10 anos têm um smartphone, 8 em cada 10 menores têm um telefone no bolso. Isto não significa que seja a idade idónea para ter um smartphone, tem que ser maior? está bem como está? deveria ser desde mais pequeno?

Claudia Cusano, psicóloga especializada em psicologia infantil, aconselham esta aquisição no inicio de una maior independência, 13 o 14 anos por exemplo. É recomendável que isto ocorra quando as crianças começam a ser mais independentes e começam a sair de casa sozinhos sem supervisão de um adulto.

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Controlar quando as crianças estão conectados..

Por outro lado, tudo isto de estar conectados pode afectar negativamente as crianças se sem controlo. Aumentaram os níveis de baixa tolerância e frustração em crianças menores de 10 anos, estão acostumados a vida fácil e a ter diversão e amigos só com apenas um click”. Também cresceram os casos de transtornos como o défice de atenção com ou sem hiperactividade, alterações de conduta nas crianças: muitos reflectem ansiedade quando não podem estar “conectados”, o  aumento de raiva e pouca capacidade para autocontrole quando se os castiga a ficarem sem os equipamentos.

Esta dependência pode-se resolver. Cusano recomenda sentido comum: “não podemos cair na incoerência de pedir menos uso, quando nós próprios estamos sempre agarrados a ela.” O primeiro passo é dar o exemplo: “a criança não entende por que é que tem que reduzir o uso de equipamentos quando a sua família está mais agarrada a eles”. Estabelecer horários para deixar de lado o smartphone, aumentar as horas de outras actividades que sejam satisfatórias, “educar os nossos filhos para um consumo responsável”.

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Clarificar algumas linhas a não cruzar (não levá-lo para as aulas, nunca tê-lo ligado dentro da sala, nunca o ter activo sem que seja realmente necessário…), “não se deve proibir o uso, deve-se sim ensinar a usar com responsabilidade”. Proibir não é o caminho. Não podemos dar-lhes um equipamento para as mãos e esquecer que: devemos saber quanto tempo passam conectados e o que fazem nas redes sociais.

E tu? Qual achas ser a idade ideal para as crianças terem um equipamento próprio?