A chinesa Huawei aumentou os envios e vendas de ‘smartphones’ em 25% na primeira metade deste ano, chegando às 60 milhões unidades vendidas e aproximando-se cada vez mais do seu objetivo de ultrapassar a Apple a a Samsung dentro de cinco anos. A maior empresa chinesa de telecomunicações tem virado o seu negócio para o retalho e consumidor particular, que representou, no primeiro semestre, vendas de 11,6 mil milhões de dólares, cerca de um terço do total das receitas do grupo. Há cinco anos este segmento não tinha qualquer peso mas o foco tem vindo a ser alterado, começando a deixar de lado a aposta em infraestruturas e redes para empresas e aproximando-se do retalho, noticia o “Financial Times”. O rápido crescimento da Huawei baseia-se numa série de modelos de progressão rápida e de uma combinação de marketing com preços baixos. De forma geral, as vendas de ‘smartphones’ cresceram uns modestos 3,1%, segundo a IDC. A Apple, aliás,

está a começar a sentir o abrandamento na venda de iPhones, o que começa a preocupar a gigante tecnológica, que hoje divulga contas. Os números da Apple ainda são bastante satisfatórios mas já longe dos dois dígitos de exercícios fiscais anteriores. A Huawei só começou a fabricar telemóveis em 2003 e a marca foi lançada em 2011 mas já é a terceira empresa que mais vende, não só na China mas procurando chegar também ao mercado europeu. Segundo dados da GFK citados pela empresa chinesa a quota de mercado da Huawei é de cerca de 20% em Espanha, Itália, Polónia, Finlândia e República Checa, ultrapassando os 15% em oito outros mercados europeus. O ano passado a empresa aproximou-se da rival Xiaomi como maior vendedora de ‘smartphones’ na China, com uma subida de 44% nas vendas para 108 milhões de unidades, tornando-se na primeira empresa chinesa a ultrapassar os 100 milhões de envios.

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